Última hora: Afonso Vital

Afonso Vital, de 24 anos, tem sido um dos mais discretos participantes do atual “Big Brother Verão“, da TVI, onde as polémicas se sucedem, mas o concorrente de Viana do Castelo mantém sempre a postura de quem procura agir com justiça, um valor que diz nortear a sua vida. Por trás da imagem de rapaz bem resolvido que hoje apresenta, esconde-se um passado marcado por dificuldades que ajudaram a moldar o seu carácter, sendo uma delas a relação conturbada com o futebol.
Ainda em idade precoce, o jovem alimentava o sonho de se tornar jogador de futebol e empenhava-se ao máximo para demonstrar o seu talento. “Era obcecado. Com 18 anos, acordava, às 08h00 da manhã ia treinar, depois ia para o restaurante até às 15h30, seguia para o ginásio até às 17h00 e tal, voltava para o restaurante durante a tarde e ia para o treino à noite. Queria muito dar o meu melhor”, confessou numa conversa com João Ventura.
A trajetória desportiva passou por vários clubes, enquanto o jovem acumulava também trabalho numa fábrica. Quando defendia as cores do Forjães SC, em Braga, em 2025, surgiu uma oportunidade que parecia mudar tudo: uma proposta para jogar em Itália. “Foi um empresário que falou comigo e deu-me essa oportunidade. Tinha acabado de tirar o curso de soldadura, tinha os meus amigos, mas sentia que não tinha coragem para ir. Até que decidi ir. Se não for pelo curso, vou ter de sair pelo futebol, porque queria fazer algo diferente da minha vida”, garantiu.
Sozinho, o candidato rumou ao Rende, mas a experiência não decorreu como planeado. “Estive quatro meses lá. Foi uma experiência muito boa, que me fez crescer enquanto pessoa, e conheci muitas pessoas de que não estava à espera”, relatou. Com apoio de um amigo, mudou-se depois para a Polónia. “Aceitei porque eu adoro viajar, conhecer países novos, novas culturas”, descreveu. Contudo, o destino voltou a pregar uma partida, desta vez com consequências mais sérias. Logo após a chegada, foi diagnosticado um problema de saúde que o afastou definitivamente dos relvados. “Fiz dois treinos. Tive pedra nos rins lá e desde aí que nunca mais consegui treinar”, revelou. Seguiu-se uma semana de internamento, num país onde não dominava a língua e estava longe do apoio familiar. “Decidi vir para Portugal para ser operado aqui, porque à partida seria mais rápido. Não me desiludi, nem fiquei revoltado nem nada. Acho que não tenho assim tanta qualidade. Temos que ser humildes. Eu queria sair da fábrica, ver o mundo, viajar. Queria conhecer outras pessoas, outras realidade”, rematou Afonso Vital.


