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Luís Suárez acusado de gozar com Sporting

Afonso Martins deixou duras críticas a Luis Suárez e à forma como o Sporting geriu a situação do avançado durante o último mercado de transferências. O antigo jogador leonino entende que, noutras circunstâncias, o colombiano teria mesmo deixado de ser opção.

Em entrevista ao programa ‘Bola Branca’, da Rádio Renascença, o ex-médio foi taxativo. “Se fosse outro treinador e outra presidência, hoje em dia, o Suárez não jogava mais no Sporting. É tão simples como isso, porque gozar com os adeptos, gozar com a camisola do Sporting, gozar com o clube, não”.

Afonso Martins considera que o ‘camisola 97’ demonstrou falta de respeito pelo emblema verde e branco. “Gozar que dizer que estava ali, que não estava interessado no jogo e em nada. Foi o Sporting que o pôs lá em cima. Quando ele chegou, não era nada, então, tem de ter um bocadinho mais de respeito pelo clube”.

O antigo jogador dos leões acredita, inclusive, que o tema poderá voltar a marcar o próximo mercado. “Também já não pode sair do Sporting, não é? Porque as transferências já se acabaram, mas, em janeiro, de certeza que ele vai fazer a mesma coisa”, afirmou.

Rodrigo Zalazar também mereceu reparos de Afonso Martins. Apesar do grande golo frente ao Galatasaray, o antigo médio considera que o reforço ainda tem de justificar de forma mais clara o investimento realizado pelos leões: “Para 30 milhões de euros, tem de dar um bocadinho mais, mas eu acho que ele vai conseguir. Falta-lhe raça, como o Rui Borges diz. Aquela garra, o ir à procura da bola, o fazer o jogar os colegas… Porque ele tem essa capacidade, também, mas falta-lhe muita raça”.

Afonso Martins reforçou ainda a ideia de que representar o Sporting implica outro nível de exigência. “Porque foi o que ele disse, jogar com a camisola do Braga é uma coisa, vestir a camisola do Sporting é outra coisa, não é? Há muita exigência na camisola do Sporting”.

Por fim, o antigo futebolista apontou também responsabilidades à equipa técnica. “Aí, também já vem o treinador, para lhe impor outras ideias, não é? Isso já é o próprio treinador que tem de falar com ele, que, nos treinos, tem de ‘ensinar’ aquela raça, aquele amor à camisola e isso tudo, que era do meu tempo”.

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