Romina Rivera Cruz, uma jovem violinista venezuelana de apenas nove anos, morreu inesperadamente, deixando em choque a comunidade da música clássica. A morte da menina foi confirmada a 16 de agosto pela Orquestra Sinfónica Juvenil da Venezuela. A causa da morte terá estado relacionada com fibrose quística, uma doença genética que provoca a produção de secreções mais espessas e viscosas, afetando sobretudo os pulmões e o aparelho digestivo. A menina, recorde-se, tinha-se tornado conhecida por ter tocado na canonização do Papa Leão XIV.
Após a morte da filha, Claribeth Cruz decidiu quebrar o silêncio e publicou um vídeo nas redes sociais onde denuncia alegadas falhas no acompanhamento médico prestado à menina no hospital Dr. Jesús María Casal Ramos. O testemunho da mãe, feito em pleno sofrimento, rapidamente se tornou viral.
No vídeo, Claribeth acusa o médico responsável pelo acompanhamento de Romina de ter “falta de conhecimento médico sobre a patologia”, alegando que essa situação terá contribuído para atrasar a recuperação da filha.
A mãe da menina denuncia ainda que não lhe foi permitido estabelecer contacto com o médico que acompanhava Romina. “Negaram-me essa oportunidade”, afirmou, garantindo que tentou obter informações sobre o estado de saúde da filha.
Claribeth explica que decidiu tornar pública a sua experiência não apenas para denunciar aquilo que considera terem sido falhas no tratamento da filha, mas também para alertar outras famílias que possam vir a enfrentar situações semelhantes. “Eles não têm condições para atender doentes com esta complexidade. A minha filha tornou-se objeto de estudo e prática desses médicos que lá estavam”, lamentou.
Romina era considerada um verdadeiro prodígio do violino e tinha já conquistado um lugar de destaque no mundo da música clássica. Entre os momentos mais marcantes da sua curta carreira esteve a viagem a Roma e ao Vaticano, onde foi selecionada pela orquestra para atuar perante o Papa Leão XIV.
A morte da jovem foi profundamente lamentada pela comunidade musical venezuelana, que recorda o talento e a alegria da menina. Para aqueles que tiveram oportunidade de a conhecer e acompanhar o seu percurso, fica agora a memória de uma criança que, apesar da curta vida, conseguiu deixar uma marca na música clássica.