O jornal italiano Gazzetta dello Sport adianta, esta quinta-feira, que o AC Milan terá ligado, nos últimos dias, a Ruben Amorim, um dos nomes que tem em mente no âmbito da profunda reformulação que está a levar a cabo no ‘edifício’ do futebol profissional, na sequência de uma temporada aquém das expetativas.
Massimiliano Allegri, recorde-se, foi despedido menos de 24 horas depois do último jogo oficial de 2025/26 (derrota na receção ao Cagliari, por 1-2), mas não foi a única ‘vítima’, visto que o diretor executivo, Giorgio Furlani, o diretor desportivo, Igli Tare, e o diretor técnico, Geoffrey Moncada, também não resistiram aos maus resultados.
A administração encabeçada por Gerry Cardinale já terá alcançado um princípio de acordo com Oliver Glasner (que está livre, após a saída do Crystal Palace) tendo em vista a assinatura de um contrato que será válido por duas épocas (com mais uma de opção) e que contemplará um ordenado de cerca de 3,5 milhões de euros líquidos por ano.
O processo não está, ainda assim, totalmente finalizado, pelo que tem vindo a manter contactos, via videochamada, com várias outras hipóteses, como é o caso, não só de Ruben Amorim, como também de Mauricio Pochettino, que está, atualmente concentrado em comandar os Estados Unidos da América, no Campeonato do Mundo.
O treinador português, recorde-se, está livre desde o passado mês de janeiro, quando foi demitido do leme do Manchester United e substituído por Michael Carrick (que acabaria por conduzir a equipa rumo à Liga dos Campeões), menos de ano e meio depois de ter sido adquirido ao Sporting, por qualquer coisa como 11 milhões de euros.
Primeiro, o diretor técnico
No entanto, ainda antes de dar por concluído o dossiê referente ao novo treinador, o AC Milan pretende contratar, de uma vez por todas, um novo diretor técnico. Ralf Rangnick é o alvo mais apetecível e motivou, inclusive, uma viagem de Gerry Cardinale, Massimo Calvelli e Zlatan Ibrahimovic a Viena, há pouco mais de uma semana.
Este processo está, ainda assim, longe de chegar a bom porto, desde logo, porque o (ainda) selecionador da Áustria tem em mãos uma proposta para renovar contrato e exige totais poderes para mudar-se para o Stadio Giuseppe Meazza, ao passo que os responsáveis rossoneri temem que esta não seja a abordagem certa para a reconstrução da estrutura.
Curiosamente, tal como Ruben Amorim, também o alemão conta no currículo com uma passagem pelo Manchester United, entre dezembro de 2021 e maio de 2022. Na altura, também ele foi demitido por não apresentar os resultados que lhe era pedidos, tendo assumido, de imediato, o leme da principal seleção austríaca.
Rafael Leão é outro ‘fogo por apagar’
No meio de tanto ‘incêndio’, há um outro por apagar. Mais concretamente, tendo como protagonista Rafael Leão, que, à chegada ao estágio da seleção nacional, com vista à preparação do Mundial2026, deixou bem claro que não vê futuro no AC Milan, ainda que tenha contrato válido por mais dois anos.
“Acho que pessoalmente já dei tudo o que tinha no Milan. Foi um clube que me ajudou a crescer muito, que me apoiou nos momentos difíceis e felizmente consegui marcar o meu nome na história”, começou por afirmar o avançado formado no Sporting, em declarações prestadas à Sport TV.
“Obviamente toda a gente tem sonhos e desafios que ambiciona ter e eu ambiciono um desafio novo numa nova Liga. Se isso acontecer, ficarei muito contente e também realizado, porque também fiz o meu trabalho no Milan. Espanha, Premier League ou Arábia Saudita? Agora o mais importante é fazer um bom Mundial e conseguir ajudar a Seleção no que puder”, prosseguiu.
“Depois, quando esse momento chegar, estudar as melhores opções para dar seguimento à minha carreira e ter continuidade a competir num clube do futebol europeu”, concluiu.