Tânia Laranjo utilizou as redes sociais para expor um desabafo marcado por ironia sobre o custo de vida em Portugal, cruzando dois temas que pesam no dia a dia dos consumidores: o sistema de devolução de embalagens e o preço dos combustíveis. A jornalista comparou ainda a realidade nacional com valores praticados em Espanha, sublinhando diferenças que impactam diretamente a carteira.
No que diz respeito ao novo modelo de retorno de vasilhames, Tânia Laranjo descreveu o processo com tom crítico, questionando a utilidade prática para quem compra. “A questão das garrafas é extraordinária. Antigamente comprávamos uma bebida e levávamos a garrafa para casa. Agora compramos a bebida, pagamos mais pela garrafa, guardamos a garrafa durante semanas, transportamos a garrafa de volta ao supermercado e, se tudo correr bem, devolvem-nos o dinheiro que era nosso para começar“, apontou. Na mesma linha, reforçou a ideia de que o esforço exigido ao consumidor aumentou sem benefício claro: “Conseguiram convencer as pessoas a fazer mais trabalho, gastar mais tempo e ainda chamar-lhe progresso“.
A comparação com Espanha surgiu após uma deslocação a Madrid, onde a jornalista encontrou diferenças significativas no preço dos combustíveis. “Mas nada bate a gasolina. Esta semana estive em Madrid e abasteci na Galp a 1,50 €/litro. Na mesma Galp que conhecemos“, relatou Tânia Laranjo. Perante os valores superiores em Portugal, a análise surgiu em tom irónico: “Quando atravessei a fronteira percebi o que se passa: a gasolina portuguesa não é uma gasolina qualquer. É uma gasolina premium. Chega cá, ganha valor, estatuto e autoestima. Daí os mais de 2 €/litro“.
Perante possíveis justificações técnicas, a jornalista deixou ainda uma mensagem dirigida aos “especialistas dos impostos, dos mercados internacionais, das flutuações e dos alinhamentos planetários“.