Vítor Pinto considera que Frederico Varandas fez bem em não alimentar o ruído em torno de Luis Suárez, mas entende que, apesar do bis do colombiano, foram Flávio Gonçalves e Geny Catamo os jogadores mais determinantes para a construção da vitória do Sporting (4-0).
“Frederico Varandas decidiu fazer orelhas moucas ao histerismo em torno de Luis Suárez. A desvalorização dos episódios polémicos que são conhecidos foi estratégica por parte do Sporting. E eis que depois de uma entrada em cena em que Ioannidis foi protagonista, o colombiano deu o passo em frente quando o Sporting precisou ante a falta de fiabilidade do grego e já leva três golos. Faltam 37 para a meta estabelecida pelo líder leonino e, na iminência do fecho do mercado, o cenário de continuidade parece inevitável. De resto, nem foi o artilheiro e deixar o triunfo em Vila do Conde encaminhado. Flávio Gonçalves e Catamo desbravaram caminho”, escreveu no jornal ‘Record’.
O comentador entende que a continuidade de Suárez parece cada vez mais provável. Ainda assim, reconhece que a aposta no avançado também colocava Frederico Varandas perante um risco: “É verdade que Varandas ficou exposto a algo tão determinante como a índole do jogador, que poderia perder o rumo face às influências externas”, referiu.
Vítor Pinto destaca, por outro lado, a sintonia entre a estrutura e Rui Borges relativamente ao comportamento do avançado: “Afinal, a leitura de Rui Borges sobre o comportamento de Suárez em Alcochete foi consonante e o leão mantém uma arma importante no ataque à temporada”.
A exibição frente ao Rio Ave terminou com um resultado expressivo e permitiu ao Sporting somar mais três pontos, numa noite em que a equipa conseguiu finalmente aliar eficácia ofensiva a segurança defensiva. É nesse último ponto que Vítor Pinto encontra outro dos sinais mais importantes deixados pelos leões: “Por entre o fogo de artifício da goleada, se calhar o aspeto mais notável foi finalmente o Sporting ter mantido a folha limpa”.