Última hora: Gloria Steinem
A jornalista e feminista Gloria Steinem morreu, esta quarta-feira, aos 92 anos, na sua casa em Nova Iorque, nos EUA. A informação foi avançada, esta quinta-feira, na rede social da ativista que, ao longo de toda a vida, lutou pelos diretos das mulheres.
“Ontem, Gloria Steinem morreu serenamente em casa na cidade de Nova Iorque, junto de alguns dos muitos que a amavam. Os quase cem anos de Gloria foram bem vividos e ela continuou a lutar pela igualdade até ao fim”, lê-se na publicação.
Ao longo da sua vida, pessoal e profissional, Gloria dedicou-se à necessidade de ‘colocar um ponto final’ nas desigualdades de género. Mostrou-se contra a violência doméstica, lutou pela liberdade de reprodução, igualdade de condições laborais e mutilação genital feminina. A luta de Steinem foi fundamental para que mulheres começassem a solicitar cartões de crédito sem que fosse obrigatória a assinatura de um homem, entrassem na universidade da Ivy League, assim como, para a legalização do aborto nos EUA.
A ativista foi fundadora da Women’s Action Alliance, um grupo criado há mais de 50 anos para combater o sexismo. Em 1970, inicou carreira no jornalismo em Nova Iorque e cofundou a revista Ms, que se dedicava à cobertura de questões feministas.
A norte-americana recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade (mais alta condecoração civil), em 2013, pelas mãos do então presidente dos EUA, Barack Obama.
Recentemente, já aos 91 anos, Gloria colobarou com a ativista Leymah Gbowee, Nobel da Paz, no livro ilustrado ‘Rise, Girl, Rise: Our Sister-Friedn Journey’, com o objetivo de inspirar jovens a mudar o mundo.



