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Avó e mãe cometem homicídio contra 4 crianças

Uma menina de 10 anos percebeu que ela e os irmãos estavam sendo envenenados antes de morrer em um caso tratado como homicídio seguido de suicídio no estado de Nova York, nos EUA.

O que aconteceu

Polícia de Mechanicville afirma que Amy Steadman, de 64 anos, e a filha Sarah Myers, de 44, mataram quatro crianças e depois tiraram a própria vida. Os corpos foram encontrados em 23 de junho no apartamento da avó, e a investigação diz que o planejamento começou nos primeiros dias daquele mês.

Mensagens recuperadas dos celulares indicam que Gracelynn Harmon, de 10 anos, entendeu o que estava acontecendo e confrontou mãe e avó. “Por que vocês fariam isso? Vocês duas não me deixam vomitar”, escreveu a menina em uma troca de mensagens analisada pelos investigadores…

Investigadores apontam sinais de envenenamento em três das crianças, enquanto um dos irmãos teria sido atacado com faca e tentou se defender. O chefe de polícia William Rabbitt disse que Gavin Harmon, gêmeo de Gracelynn, de 10 anos, morreu após múltiplos golpes e tinha ferimento de defesa, indicando reação.

Autoridades afirmam que mãe e avó descreviam o plano como uma forma de impedir que as crianças ficassem com o pai, que vive em Utah. “Amy Steadman e Sarah Myers retrataram esses assassinatos consistentemente como uma forma de proteger as crianças. Independentemente do que tenham considerado justificar suas ações, o assassinato deliberado de quatro crianças não pode ser descrito como proteção”, afirmou Rabbitt em entrevista coletiva.

Chefe de polícia disse que as conversas mostram coordenação durante a execução do crime, e não só preparação. “Essas comunicações são importantes porque documentam muito mais do que planejamento. Elas mostram que Steadman e Myers estavam se comunicando e se coordenando enquanto os assassinatos aconteciam”, relatou Rabbitt, em referência às mensagens analisadas.

Relatos do pai indicam que havia histórico do serviço de proteção à criança sobre as condições de vida dos filhos. Brady Harmon disse ao jornal Albany Times-Union que recebeu dez notificações do Serviço de Proteção à Criança do Condado de Saratoga e que a última citava suspeita de síndrome de Munchausen por procuração — um grave transtorno mental e uma forma de abuso infantil, no qual o cuidador inventa sintomas falsos ou provoca deliberadamente doenças físicas ou psicológicas em uma criança, expondo-a a exames e tratamentos médicos desnecessários para atrair atenção ou empatia

Exames toxicológicos ainda estão em andamento, e a polícia diz que não vai divulgar detalhes do método. Rabbitt afirmou que a decisão busca reduzir risco de cópia, enquanto a investigação segue aberta.

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