Delfim, ex-jogador dos verdes e brancos, concedeu uma entrevista ao jornal Record, onde abordou vários temas relacionados com a sua carreira – e com o estado atual do Clube. Entre eles, relatou o momento em que a sua lesão no joelho direito levou o Sporting e Fidelidade para tribunal.
No que toca à responsabilidade do Clube no caso, Delfim foi claro: “Teve de assumir, sim. Não o queria fazer, foi até ao fim do julgamento. E a seguradora preferiu chegar a um acordo comigo antes de ir para a sentença final, porque sabia que ia perder. Basicamente, foi isso”.
Relativamente às eleições do Sporting, em 2017, referiu o momento em que aceitou ser o team manager de Pedro Madeira Rodrigues, na altura, candidato ao cargo de Presidente dos leões. Na entrevista, apelidou Bruno de Carvalho de “lunático”, tendo sido este o nome escolhido pelos sócios nesse mesmo ato eleitoral.
“Faz parte do jogo. Mas essas pessoas omitiram que outros colegas fizeram o mesmo do que eu. Uns negociaram com o Clube e tiveram funções dentro do Clube, outros até vieram a ser treinadores. Portanto, as coisas têm de ser ditas como elas são. Eu não negoceio. Para mim, o Sporting é o Sporting. As pessoas que passam é que usam e deturpam. Lutei contra um lunático que ganhou as eleições (Bruno de Carvalho). Os sportinguistas optaram por ele, mas perceberam no que deu.”, referiu.
“Perceberam no que deu, e até já falámos dessa mudança para (Frederico) Varandas, no pós-Alcochete. Nós fomos se calhar os únicos que vimos antecipadamente, ou fora do momento, aquilo que todos os outros não queriam ver. A resposta foi dada. Mas, infelizmente, aconteceu Alcochete e tudo o resto. Ele fazia do clube a casa dele, esse Bruno de Carvalho.”, concluiu sobre o antigo Presidente do Clube.