FC Porto

Roquette comentador sportinguista arrasa arbitragem do FC Porto-Benfica

“Realmente pouco mudou [desde que fui eleito]. O primeiro a chegar e o único a tentar [mudar o ambiente no futebol português] fui eu. Se houve alguém que promoveu a via de comunicação entre os três grandes fui eu. Quando percebi que era um ‘dois contra um’, rapidamente me afastei. Se há algo que é verdadeiro e bem presente é uma santa aliança entre Benfica e Sporting, algo que não posso aceitar”, disse André Villas-Boas, à margem da Gala Portugal Football Globes, da Federação Portuguesa de Futebol, ainda no rescaldo do FC Porto-Benfica da véspera.

Ora, não tardaram as críticas também da parte de adeptos sportinguistas, que já a seis pontos do FC Porto, se colocaram ao lado do Benfica, quanto a queixas de arbitragem.

“E deviam ter percebido quem é que realmente tem a passadeira estendida e tem um manto que os permite estar a viver uma impunidade total. Sim, a arbitragem de ontem teve influência no resultado, como é óbvio. E claro que André Vilas Boas agora quer dizer que é uma santa aliança, porque as pessoas, como veem a realidade, ele agora vai usar a desculpa. Ah, é uma santa aliança porque as pessoas viram aquilo que viram. Como é óbvio.

Olhe, começa logo assim, aos 5 minutos, quer dizer, o Debast está expulso em Alvalade. Curiosamente num jogo em que há um jogador do Arouca faz uma entrada igual, nem amarelo vê. Não funcionou o VAR nessa altura. Para o Debast já funcionou o VAR. E agora para o Gabri Veiga, que o ano passado ia partindo o tornozelo ao Hjulmand, que é um sarrafeiro de primeira, já não funcionou o VAR outra vez. E é curioso, porque se a análise da arbitragem fosse… Isto era vermelho, tenho a certeza que todos diriam que era bem expulso. Como disseram que era amarelo, agora todos dizem que é bem. E não dá para perceber o critério. Depois, há pelo menos quatro amarelos perdoados, claros, a jogadores do FCPorto. Alberto Costa, Kiwior, William Gomes, Samu. Quatro. Agora, quatro amarelos e um vermelho, num jogo só, como é óbvio, tem um peso brutal no desfecho de um jogo. Mas quem é que quer fingir que isto não aconteceu? Como é óbvio, o Benfica tem razões de ter queixas objetivas da arbitragem. Foi uma arbitragem com uma dualidade de critérios constantes durante o jogo todo. E os jogos, muitas vezes, não são só decididos por lances capitais. São as faltas, é os amarelos, é o condicionamento dos jogadores. E aquilo que fica claro é que o condicionamento que o FC Porto tem feito de forma desabrida. Está à frente de toda a gente, tem resultado. Os árbitros não têm coragem.

O FC Porto tem sido completamente… tem tido um bar aberto de entradas agressivas, de comportamentos agressivos, de pressão aos árbitros, de refilar. É o clube tem menos amarelos no campeonato, fazendo as faltas que faz, com o banco do FC Porto Porto constantemente a pressionar. E há uma impunidade total. E porquê? Porque os árbitros não têm coragem. E porquê? Porque estas narrativas, por isso é que eu acho muito giro falar-se de narrativas, quando o FC Porto é o fomentador das maiores narrativas falsas do futebol português”, disse um comentador, muito exaltado no pós-jogo.

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