O Sporting não tem motivos para festejar com a derrota na final da Taça de Portugal, pelo que decidiu cancelar o jantar de final da época. O Desporto ao Minuto confirmou a informação, inicialmente, avançada pelo jornal A Bola.
Os responsáveis pelo clube leonino entenderam que não estavam reunidas condições para que fosse realizado o habitual jantar, que acontece no final de cada temporada. Contudo, o final de 2025/26 não terminou da melhor forma para o Sporting, principalmente depois da derrota da Taça de Portugal.
Após terem terminado a I Liga na segunda posição, falhando assim o bicampeonato, o Sporting manchou a época com a dura derrota contra o Torreense por 2-1. O desfecho da Taça de Portugal foi surpreendente com a conquista da formação de Torres Vedras. O Torreense fez história ao tornar-se na primeira equipa do segundo escalão do futebol português a vencer a prova.
Desta feita, a derrota leonina foi sentido ainda com mais emoção por parte da equipa e dos adeptos, que não contiveram os insultos após o apito final.
Durante a subida à tribuna do Jamor, Rui Borges e os jogadores foram vaiados e foram proferidas frases de protesto. “É uma vergonha” ou “é preciso sentir mais” foram algumas das palavras de ordem.
O ambiente entre os adeptos e a equipa manteve-se tenso com os ânimos exaltados perante um final de época sem qualquer título conquistado pelo Sporting.
“Já entrei no Sporting sobre brasas…”
Na conferência de imprensa após a final da Taça de Portugal, o treinador do Sporting afirmou que a equipa não merece conquistar a prova porque não ganhou.
“Penso que não ganhámos por isso não merecemos. Sendo a produzir muito ou pouco o adversário foi eficaz. E o Sporting foi sempre uma equipa muito reativa. É normal que sofrer um golo tão cedo acabaria por criar uma maior desconfiança ou cansaço mental do que estava a acontecer”, referiu.
Depois de ter admitido que a “época não foi positiva”, Rui Borges garante que não podem estar “felizes” e respondeu às assobiadelas e críticas dos adeptos.
“Já entrei no Sporting sobre brasas. Mal seria se assim não fosse num clube com a grandeza do Sporting. É algo que percebo e entendo. É seguir o nosso rumo e trabalhar ainda mais para perceber onde podemos ser melhores no futuro”, apontou.
“Descontentamento pode existir sempre desde que haja respeito. Como disse ninguém está mais triste do que nós. Os adeptos apoiaram muito esta equipa e temos de saber viver com esse descontentamento, desde que não existam faltas de respeito”, disse.
Recorde-se que, no início de maio, Rui Borges renovou contrato com o Sporting até 2028, com mais um ano de opção (ou seja, até 30 de junho de 2029).