Internacional

Tânia Laranjo em um momento tenso e insulta

Tânia Laranjo recorreu à rede social Instagram este sábado, 23 de maio, para explicar o que aconteceu durante um direto da CMTV. Na emissão, é possível ouvir a jornalista dizer: “Quem pediu a put* da cerveja?”. O momento tornou-se viral nas redes sociais.

Tânia Laranjo começou por escrever: “Há um saco de cervejas no chão, vindo não sei de onde, quase mando um mergulho em direto para horário nobre e sai-me um simples e sentido ‘quem pediu a p# da cerveja?’, mas alguém ouviu uma coisa diferente, porque neste país um áudio de três segundos bate sempre a concorrência de qualquer tema sério”.

“E foi bonito de ver: malta de fones nos ouvidos, pausa no desemprego emocional e reunião urgente dos especialistas da internet para analisar sílabas, tons, respiração e até o eco da frase, tudo para concluir com uma confiança olímpica que tinha sido a Francisca. Errado”, acrescentou.

A jornalista continuou: “‘Porque é que estas coisas te acontecem sempre?’, perguntam alguns! Talvez porque eu estou onde as coisas acontecem, enquanto muita gente só aparece quando abre a caixa de comentários para fingir superioridade moral com a mesma velocidade com que partilha desinformação e pede likes disfarçados de opinião”.

Tânia Laranjo acrescentou: “Porque eu estava ali. Horas. E porque estivemos ali. E porque enquanto a CMTV mostrava a saída do casal que abandonou os filhos, houve quem decidisse transformar o verdadeiro drama nacional numa mulher irritada por causa de um saco que tinha chegado não se sabe de onde. Mas aprendi uma coisa: a internet portuguesa adora indignação de baixo custo. É mais fácil analisar um palavrão num corredor cheio de pressão do que olhar para a miséria humana que estava realmente à frente das câmaras”.

“Se me incomodam os comentários? Nem por isso. A vida ensinou-me rápido que há pessoas que fazem barulho porque nunca aprenderam a fazer mais nada. No fim, o que interessa fica longe dos memes: conhecer a Carla e o Alexandre, ouvir histórias reais, sentir o peso verdadeiro das coisas. O resto é espuma digital – muito teclado, muita sentença, muita gente a fingir lucidez enquanto tropeça diariamente na sua própria falta de noção”, terminou Tânia Laranjo.

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